Início » Testámos o simulador da ADENE: três pressupostos que distorcem as contas

2 pensamentos sobre “Testámos o simulador da ADENE: três pressupostos que distorcem as contas”

  1. bom dia
    tenho um automovel gasolina no dia 7/1/26 enchi o deposito tinha 35789 km .. no dia 2/9/26 tinha 41150 km deposito cheio.. andei 5361 km gastei 368.20€ em gasolina e 263.34 litros (media de 4.91 litros aos 100 ) .. para andar os 13256 km indicado no simulador iria gastar cerca de 910.44€ de gasolina no simulador a carregar 100% em casa ia gastar 437€ ou seja mais 473.44€ no meu caso em concreto prefiro gasolina

    1. Bom dia, e obrigado por trazer números de uma fatura real em vez de estimativas. É raro e ajuda muito.
      Duas notas.
      A primeira é sobre o sentido da diferença: pelas suas próprias contas, os 13 256 km ficariam em 910 € de gasolina contra 437 € de eletricidade em casa. Os 473 € são a mais do lado da gasolina. Se o que quer dizer é que 473 € por ano não chegam para justificar trocar de carro, aí é outra conversa — e é uma conclusão legítima, sobretudo porque, pelas datas que indica, faz cerca de 8 200 km por ano e não os 13 256 que o simulador assume. A essa distância, a diferença encolhe.
      A segunda é uma dúvida que lhe deixo: dividindo os 368,20 € pelos 263,34 litros, dá 1,40 € por litro. Está bastante abaixo do que a gasolina 95 tem custado este ano. É de um cartão de desconto, de outro combustível, ou ficou algum abastecimento de fora da soma? Pergunto porque isso muda a conta: a 1,90 €/l, os mesmos litros custam perto de 500 € e a comparação fica bem diferente.
      O seu consumo, esse, é mesmo bom — 4,91 l/100 km com um carro a gasolina está acima da média do parque. Faz parte da resposta: quem tem um carro eficiente tem menos a ganhar com a mudança do que a média das pessoas, e o simulador não dá essa nuance.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *